domingo, 19 de fevereiro de 2012
Charles Chaplin - Trecho do filme - O Grande Ditador
Trecho do filme "O Grande Ditador" protagonizado por Charles Chaplin este gênio da raça humana, postado no Youtube pela Chamada Anonymous - Let Us All Unite!
Filme lançado em 15 de outubro de 1940 é o primeiro filme falado de Charles Chaplin. Nesta edição é acrescentada música e imagens em background, atualizado pelos Anonymous.
Zeca Zines apoia e reforça esta chamada à conciência universal.
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Legendado
Me desculpe mas eu não quero ser um Ditador. Esse não é meu trabalho.
Eu não quero mandar, nem conquistar ninguém.
Eu gostaria de ajudar todos se possível. Judeu, gentio, negro, branco.
Nós todos queremos ajudar uns aos outros. Seres humanos são assim.
Nós queremos viver pela felicidade do outro, não por sua angustia.
Nós não queremos odiar nem desprezar um ao outro.
Nesse mundo há espaço para todos.Há terra boa e rica para todos.
O jeito de viver pode ser livre e belo. Mas nós nos esquecemos desse jeito.
A ganância envenenou a alma dos homens.
Criou uma barreira de ódio no mundo. Nos fez derramar sangue e nos deixou em miséria.
Nós desenvolvemos velocidade, mas nos prendemos.
O maquinário que nos da abundância nos deixou em necessidade.
Nosso conhecimento nos fez cínicos. Nossa esperteza é severa e má.
Nós pensamos muito e sentimos pouco.
Mais que MAQUINÁRIO, precisamos de HUMANIDADE.Mais que esperteza, nós precisamos de bondade e gentileza.
Sem essas qualidades, a vida será violenta e tudo será perdido.
O avião e o rádio nos deixaram mais próximos. A natureza dessas invenções suplica pela bondade entre os homens.
Suplica pela IRMANDADE UNIVERSAL e a UNIÃO DE TODOS NÓS.
Até mesmo agora minha voz alcança milhares mundo afora. Milhões de homens, mulheres e crianças desesperados.
Vítimas de um SISTEMA que faz o homem torturar e aprisionar inocentes.
Para aqueles que me ouvem eu digo: "Não se desesperem".
A desgraça que está sobre nós não é nada senão a passagem da ganância. A amargura de homens que temem o PROGRESSO HUMANO.
O Ódio dos homens passará e os ditadores morrerão. E o poder que eles roubaram do povo, retornará ao povo.
E enquanto o homens morrem, a liberdade nunca perecerá.
Soldados: Não se entreguem a esses brutos. Homens que os desprezam, escravizam, disciplinam[programam] suas vidas.
Dizem o que vocês devem fazer, pensar e sentir..
Que os ensinam, alimentam e tratam como gado. Que usam vocês como forragem de canhão.
Não se entreguem para esses homens perversos. Homens-máquina, com mentes de maquina e coração de máquina.
Vocês não são máquinas. Vocês não são gado. Vocês são homens.Vocês têm o amor da humanidade em seus corações.
Vocês não odeiam. Somente há ódio sem amor. Sem amor e perverso.
Soldados: Não lutem por escravidão,lutem por liberdade.
No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito: "O Reino de Deus está dentro do homem".
Não um homem, não um grupo de homens, mas em todos os homens. Em você. O POVO TEM O PODER.
O poder de criar máquinas, de criar felicidade. O povo tem o poder para fazer essa vida ser livre e bela.
Para fazer dessa vida uma maravilhosa aventura.
Então em nome da verdadeira democracia, vamos usar esse poder. Vamos nos unir!
Vamos lutar por um mundo novo. Um mundo decente.
Isso dará aos homens a chance de trabalhar. Isso dará um futuro aos jovens e segurança aos idosos.
PROMETENDO ESSAS COISAS, OS BRUTOS SUBIRAM AO PODER. Mas eles mentem. Eles não cumprem essas promessas, e nunca cumprirão.
Ditadores libertam-se, mas escravizam o povo.
Agora vamos lutar para cumprir essa promessa. VAMOS LUTAR PARA LIBERTAR O MUNDO.
PARA ELIMINAR BARREIRAS NACIONAIS. Para eliminar a ganância. Eliminar o Ódio e a intolerância.
Vamos lutar por um mundo justo.
Um mundo onde a ciência e o progresso conduzam a ventura de todos os homens.
SOLDADOS: EM NOME DA DEMOCRACIA: VAMOS NOS UNIR!
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Boca de Forno de Tania Cabral com Luiz Gonzaga
Boca de Forno
Música e Letra de Tânia Cabral, componente do grupo que se convencionou chamar de Pessoal do Ceará
Vencedora do I Festival Nordestino da Música Popúlar Brasileira no ano de 1969 dos Diários e Rádios Associados.
Gravada posteriormente por Luiz Gonzaga em 1970, esta música também faz parte da trilha do filme "Sem essa aranha" de Rogério Sganzela (1970).
Boca de forno, forno
Tirando bolo, bolo
Jacarandá dá
Onde eu mandar, vou
E se não for?
E se não for? Apanha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
A chinela de Rosinha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
Um cordão e uma folhinha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
Uma pedra bem branquinha
Boca de forno, forno
Tirando bolo, bolo
Jacarandá, dá
Onde eu mandar, vou
E se não for?
E se não for? Apanha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
Alguma estrela do céu
Uma rosa bem vermelha
E um anel
Um cajá
Do tamanho de um melão
Um elefante
Que caiba em minha mão
Tamarindo doce como mel
Rapadura amarga como fel
Uma coruja que seja bem bonita
Um bastão de marmelo
E uma fita
Boca de forno, forno...
E a criançada sonhando
Vai o mundo avessando
Vai crescendo descobrindo
Vai perdendo um sonho lindo
Remão, remão
Quem me trouxer felicidade
Quem me trouxer alegria de verdade
E a gente não trás e fica na mão
Remão, remão
Vida tem manha
Quem não trouxer, apanha
Tirando bolo, bolo
Jacarandá dá
Onde eu mandar, vou
E se não for?
E se não for? Apanha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
A chinela de Rosinha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
Um cordão e uma folhinha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
Uma pedra bem branquinha
Boca de forno, forno
Tirando bolo, bolo
Jacarandá, dá
Onde eu mandar, vou
E se não for?
E se não for? Apanha
Remão, remão
Quem me trouxer primeiro
Alguma estrela do céu
Uma rosa bem vermelha
E um anel
Um cajá
Do tamanho de um melão
Um elefante
Que caiba em minha mão
Tamarindo doce como mel
Rapadura amarga como fel
Uma coruja que seja bem bonita
Um bastão de marmelo
E uma fita
Boca de forno, forno...
E a criançada sonhando
Vai o mundo avessando
Vai crescendo descobrindo
Vai perdendo um sonho lindo
Remão, remão
Quem me trouxer felicidade
Quem me trouxer alegria de verdade
E a gente não trás e fica na mão
Remão, remão
Vida tem manha
Quem não trouxer, apanha
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Pré Carnaval de Fortaleza
Matéria sobre o Pré Carnaval de Fortaleza - Bom Dia Brasil
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O Pré Carnaval de Fortaleza é conhecido por sua variedade de sons e rítmos e tendências diversificadas. Atualmente são 60 (sessenta) blocos oficiais e mais de 40 (quarenta) blocos não oficiais, vindos dos mais diversos bairros de Fortaleza que se juntam na folia e superlotam todos os espaços.
São bastante divertidos e a alegria é contagiante.
Entre os que se dedicam durante todo ano para este período de fevereiro, sem dúvida merece um destaque, sem desmerecer todos os outros, o Bloco "Luxo da Aldeia"que atua principalmente no bairro do Benfica (Fortaleza). http://www.luxodaaldeia.com.br/
Formado inicialmente por estudantes e professores universitários que se reuniam no Bar do Chaguinha e depois foram ocupando outros espaços desde 2006, prima por colocar em seu repertório carnavalesco, músicas de compositores cearenses de diversas épocas, e seus parceiros.
O nome do bloco vem de uma música do compositor cearense Ednardo - Terral, mais especificamente do trecho da música... "Sou do Luxo da Aldeia, sou do Ceará"... Atualmente tem uma multidão de acompanhantes, estima-se que em 2012 foram mais de 5.000 foliões acompanhando o Luxo da Aldeia, que juntos a todos os blocos de pré carnaval de Fortaleza formam dezenas de milhares de foliões que alegram as ruas e bairros de Fortaleza.
Vale citar que esta conquista de espaços pertence a todos compositores cearenses e brasileiros que com suas músicas reverberam na alma de todos, e também aos grupos e blocos, agremiações, maracatus, que mantêm acesa esta chama.
Zeca Zines
Bloco Luxo da Aldeia (Benfica) - Musica: Carneiro de Ednardo e Augusto Pontes
Bloco Luxo da Aldeia - Música: Mais Um Frevinho Danado de Ednardo
Bloco Luxo da Aldeia (Benfica) - Música Bloco do Prazer de Morais Moreira e Fausto Nilo
Entrevista com Bruno Perdigão e Mateus Perdigão dois dos fundadores do Bloco Luxo da Aldeia
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
Praça do Ferreira e Súplica Cearense - Gordurinha e Nelinho
Foto Vídeo da Musica "Praça do Ferreira" de Gordurinha e Nelinho gravada em 1961, sobre o famoso ventinho bom danado lá na Praça do Ferreira (Fortaleza), que levantava as saias das moças, para delírio da rapaziada que ficava postada bem na esquina das ruas Guilherme Rocha e Major Facundo bem de frente à Praça do Ferreira, aplaudindo as mais desinibidas que deixavam de propósito ou de surpresa as saias voarem, e também soltavam um "aaahhh" de decepção quando as mais recatadas seguravam as saias.
Waldeck Arthur de Macedo conhecido como Gordurinha por sua magreza quando jovem, realizou com seu parceiro Nelinho, entre outras músicas "Súplica Cearense" perpetuada por Luiz Gonzaga em 1967.
"O Vendedor de Biscoito" e com outros parceiros "Quixeramobim" , "Baiano Burro Nasce Morto" , "Chiclete com Banana", "Samba Rock", entre outras.
A Música é de Gordurinha e Nelinho no clip está escrito o nome do intérprete - Luiz Gonzaga.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
Ednardo - Labirinto
Ednardo - Labirinto - disco Terra da Luz.
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Olê mulher rendeira
Olê filhos rendar
Do tecido dessa renda
Eu me visto pra alegrar
Tua beleza minha pequena }
É o sol imaginado } (bis)
Com o qual eu faço um xote
Pra poder te namorar
Mar Maria areia mar
Maria areia mar
Maria areia ar
Siri areia ará
Siri areia ará
Siri areia ará
O dia te doura a pele
A noite na rede tua
E a estrela d'alva anuncia
A longa estrada da rua
Que em nosso olhar principia
E vai bem mais que os olhos vê
Hum Maria areia hum
Maria areia hum
Siri areia ará
Hum Maria areia mar
Maria areia hum
Siri areia ará
A roda que gira o mundo
Me joga no caminhar
Mas esse mundo é redondo
Indo por lá chego cá
Eu sei que a vida responde
A amplidão do cantar
É que essa renda tem luz
É o labirinto que faz
A gente se encontrar
Hum Maria areia hum
Maria areia hum
Siri areia ará
Hum Maria areia hum
Maria areia hum
Siri ari ará
Princípio e o sim de tudo
Que pra falar deixa mudo
O ontem e o amanhã
O amor não é uma palavra
Não é a posse do ser
É uma casa encantada
De dentro é que da pra ver
Por mais que a areia esconda
A linha do vento tece
Fazendo aparecer } (bis)
Hum Maria areia mar
Maria areia mar
Maria areia ar
Hum siri areia mar
Maria areia hum
Siri areia ar
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Não Fique Triste - Banda O Peso
Banda O Peso: Luís Carlos Porto (voz), Gabriel O'Meara (guitarra), Constant Papineau (piano), Carlos Scart (baixo) e Carlos Graça (bateria)
Algumas músicas da banda: Sou Louco Por Voce, Não Fique Triste, Me Chama De Amor, Só Agora (Eu Estou Amando), Eu Não Sei De Nada, Blues, Lúcifer, Boca Loca, Cabeça Feita, Em Busca Do Tempo Perdido, Pente.
A história do grupo começou no inícios dos anos 70 para um público maior, quando Luís Carlos e Antônio Fernando saíram do Ceará para o Rio para participar do "VII FIC", 1972 (Festival Internacional da Canção) promovido pela Rede Globo, com a música "O Pente". Após essa participação, a dupla se desfez.
Dois anos depois, Luis Carlos Porto retorna ao Rio de Janeiro e forma a banda O Peso. Em 1975, o grupo lançou o LP "Em busca do tempo perdido", mesclando elementos do blues e rock.
No final dos anos 70, o grupo encerrou as atividades, retomando-as em 1983, com a revitalização do rock no Brasil, contando apenas com Luís Carlos em carreira solo.
Luis Carlos Porto é cearense de Fortaleza, e um dos primeiros da cena rock realizado no Ceará nos anos 70.
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Luis Carlos Porto. Banda O Peso; Rock Cearense
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Entrevista Musical - Ednardo - Panorama Especial TV Cultura SP 1977
Entrevista Musical concedida ao Jornalista Julio Lerner - TV Cultura canal 2 São Paulo, em 1977. Músicas: Somos Uns Compositores Brasileiros - Ednardo; Pastora do Tempo - Ednardo; Como é Difícil Não Ter 18 Anos - Ednardo; Fio da Meada - Ednardo e Brandão; Armadura - Ednardo;
Nesta entrevista, Ednardo comenta sobre o sub título Pessoal do Ceará, no disco Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, fala de seu disco lançado em 1977 O Azul e o Encarnado e sobre a inclusão da música Pavão Mysteriozo na novela Saramandaia da TV Globo, entre outros assuntos.
Julio Lerner, também realizou na TV Cultura (São Paulo), o programa Proposta, em 1972, iniciando nesta emissora as carreiras de Ednardo, Belchior, Rodger, Teti, na cidade de São Paulo.
Neste programa, (Proposta) os artistas se apresentavam junto as entrevistas com grandes nomes da cultura, ciência e arte brasileira, compondo semanalmente músicas específicas sobre os entrevistados, entre os quais, Aldemir Martins, Walter Silva, Luiz Gonzaga, Paulo Vanzolini, Paulo Autran, Frota Pessoa, entre outros.
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Proposta
domingo, 13 de novembro de 2011
II ManiFesta! - Festival das Artes
II ManiFesta! – Festival das Artes oferece à Fortaleza uma maratona cultural com 12 horas ininterruptas à partir das 18 horas do dia 19 de novembro de 2011 com atividades artísticas e culturais das diversas tendências e áreas, no Centro Dragão do Mar de Artes e Cultura.
No Centro Cultural Dragão do Mar e adjacências, Praça Verde, Arena da Praça Verde, Espaço Rogaciano Leite, Espaço Patativa, Sob o Planetário, Teatro Dragão, Galeria SESC, Espaços Itinerantes, Muro da Capitania dos Portos, Arquibancada Praça Verde, Jardim do Sol (Lounge), estarão se apresentando grande número de artistas.
Trazendo proposta de promover a transversalidade das artes e intercâmbio entre diferentes linguagens e públicos, reunindo artistas contemporâneos e fomentando reflexões acerca da produção cultural atual. Para além disso, o ManiFesta! vem reverenciar a arte produzida hoje em dia, vem oferecer à cidade um momento de fruição e interação com os artistas e entre os próprios artistas.
Depois da histórica Massafeira em 1979 e 1980 e mais recentemente do I ManiFesta! em setembro de 2010, durante o lançamento do livro e discos "Massafeira 30 Anos" no Theatro José de Alencar, com cerca de 5 mil participantes, o Festival das Artes inspirado no movimento Massafeira, está de volta com sua segunda edição e este ano será realizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e em espaços urbanos das adjacências. Na semana do dia 12 a 18 de novembro de 2011 serão promovidas oficinas e debates sobre arte, cidade e gestão cultural, para então no dia 19 de novembro acontecer a grande virada.
Centro Dragão do Mar de Artes e Cultura - Rua José Avelino, Fortaleza Ceará - Acesso Gratúito
Programação completa
de todos os espaços que serão ocupados no Dragão do Mar nessa maratona
cultural no dia 19 novembro das 18h às 6h do dia seguinte!
1
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>>> PRAÇA VERDE | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
18h
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Cantiga das artes | Paula Tesser |
18h30
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Homenagem Zé Tarcisio – “Zé, Quem te viu quer te ver” | Zé Tarcísio, Aline Albuquerque, Sivirino José, Djaci José |
19h
|
Banda Trem do Futuro | Trem do Futuro |
20h
|
Selvagens à Procura da Lei | Selvagens à Procura da Lei |
21h
|
Movimento | Gustavo Portela |
22h
|
Fulô da Aurora Brincando o Cabaçal | Fulô da Aurora |
23h
|
Macula – Ceará Autoral | Macula |
00h
|
Plantando semente no asfalto quente | Vitoriano |
01h
|
Revolução | Oscar |
02h
|
Além dos Rótulos | Banda Renegados |
03h
|
David da Paz | David da Paz |
03h30
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Show de rock | Jonnata Doll e os Garotos Solventes |
04h15
|
Show da banda Plastique Noir | Plastique Noir |
05h00
|
O Reggae é de Todos | Banda Alma de Pedra |
2
|
>>> ARENA PRAÇA VERDE | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
19h30
|
Tambor de Crioula | Tambor de Crioula Filhos do Sol |
20h00
|
Cortejo Tambor de Cabôco | Tambor de Cabôco |
20h45
|
Trans Missão Transmidiática | Coletivo Curto Circuito |
21h30
|
Dispositivo Móvel | Dario Ferreira de Albuquerque |
22h30
|
Espetáculo Coitadas | Grupo Teatro Ateliê |
23h30
|
La Pared | Maximiliano LEguiza |
23h45
|
Ivan Timbó | Ivan Timbó |
00h30
|
Mostra Itinerante 10 anos do Festival Nóia | Paulo Benevides |
01h30
|
Nas Encruza | Cícero Teixeira Lopes |
02h30
|
Territórios | Grupo La Calle |
04h00
|
Pechisbeque – Dando um nó no momento | Pechisbeque |
05h30
|
Afoxé | Daniel Leão |
3
|
>>> ESPAÇO ROGACIANO LEITE | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
17h30
|
Café com Violão (ação sobre a passarela) | Marco Leonel Fukuda |
20h30
|
Palmeiras das Artes | Parahyba & Cia Bate Palmas |
21h15
|
Show Água de Quartinha – Casa Labiríntica | Água de Quartinha |
22h00
|
Comparsas da Vivenda | Comparsas da Vivenda |
23h00
|
Carimbó Invadere Erit Mundus | Descendentes da India Piaba |
23h45
|
Futuro e Memória | Dalwton Moura |
00h15
|
1989 | Coletivo nº3 |
00h45
|
Elaborando Autenticidades? | ZàZ |
01h45
|
A Casa e a Rua | Lidia Maria |
02h30
|
Astronauta Marinho | Astronauta Marinho |
03h15
|
Apresentação musical com Grupo Bhakti | Grupo Bhakti |
04h00
|
E o era musa vira música | Banda Sátiros |
04h45
|
Tocando Fogo no Trem | Blues n Roll |
05h30
|
Verónica Decide Morrer | Banda Verónica Decide Morrer |
4
|
>>> ESPAÇO PATATIVA | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
19h00
|
Danças Circulares Sagradas / Dança dos Povos | Marcia Abreu |
19h30
|
Latente! | Carlos Felipe Ciryaco Loyola Santos |
21h00
|
Nuppal | Mario Filho |
22h30
|
Canela Fina e Babi Guedes | Ernesto Durrutti Carvalho Cartaxo de Arruda |
23h30
|
Felipe Acácio, Tudo é Culpa do Amor | Aspásia Mariana e Daniel Pizamiglio |
23h45
|
Instalação Interativa em Vídeo Mapping | 1Bando – design e audiovisual |
00h15
|
Cante lá que canto cá – Patativa Manifesto! | Éden Barbosa & Coletivo SOSlaio |
00h45
|
Arte Currupio | Indra Nogueira Nunes |
01h30
|
Sombra de Icaro | Thiago Pinheiro Braga |
01h45
|
Poéticas do Cotidiano | Max Marduque Santana da Costa |
02h15
|
O Conto dos 3 Conselhos | Companhia Sísifo de Teatro |
03h15
|
Onze Zero Dois (Filme-Vídeo-Art) | Caio Fábio Dias Lima |
03h45 | m-ARTE ao capitalismo | Sahmaroni Rodrigues (projeto cadaFalso) |
5
|
>>> SOB O PLANETÁRIO | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
18h30
|
Nos Corre Loko | KBOCODOIDO |
19h00
|
Vibe Beatbox – Human Music | Vibe Beatbox |
19h30
|
Show do Erivan Produtos do Morro | Erivan Produtos do Morro |
20h00
|
Estar Aqui | Rudá Companhia de Dança |
20h30
|
A Caverna | Grupo Sem Identidade Produções Artísticas |
21h00
|
Oferenda Poética | Templo da Poesia |
21h30
|
O Lobo | Colcha de Retalhos |
21h45
|
Canções independentes de Raimundo Nonato Lopes | Nato Lopes |
22h30
|
Documentário “Ao Abrigo no Sol” | Coletivo Pontos de Escuta |
22h45
|
Suor: Vidas Recicláveis | Eugênio Pacelli Gomes Santos |
23h00
|
Sonocorpia | Cia.Luz e Mariana Trotta |
23h15
|
Morpheu | André Moura |
23h30
|
Sonolência | Eugênio Pacelli Gomes Santos |
23h45
|
BIG BANG – Em busca do templo perdido | Washington Hemmes (projeto cadaFalso) |
0h30
|
Como é Sentir | Em Linhas Cia de Dança |
01h00
|
Maracapoeira | Maracapoeira |
02h15
|
Estado de Poeta ou a santa benção capetalista (amém!) | Provocações! |
01h45
|
maybe | us + colean | maybe | us |
02h45
|
Didjeridoo: o som da terra | João Paulo Duarte Diniz |
03h30
|
URO Uirá dos Reis | Uirá dos Reis |
04h00
|
Olor, vida brisa e calor, o desejo que inebria | Grupo Trilhas ( marcos bento) |
03h30
|
Psicordelia Natural | Folesgremlis |
05h00
|
Expressões não-deliberadas | André Azevedo Costa |
6
|
>>> TEATRO DRAGÃO | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
22h30
|
Dança Vertical – Pole Artístico | Studio de Pole Dance Artístico – Divino Movimento |
23h00
|
MoKyBu`Sta | Cia. Vatá |
00h30
|
O Poeta O Guerreiro O Profeta Um Gênio e Christiane F. (13 anos drogada e prostituída) | Grupo Experimental de Teatro – GET |
01h30
|
Refrão | Eveline Nogueira |
01h45
|
Fragmentos de Santiago do Chile, 1973 | Grupo de Dois |
02h30
|
2NC – Nudez não Castigada | Iver Frota |
02h45
|
Voltas Perdidas | [dionísio] |
03h15
|
Impressões | Roberta Bernardo |
03h45
|
Rorschach | Igor Rosado |
04h00
|
Simplesmente Rosas | Trupe Cangaias de Teatro |
04h30
|
Shisha | Cia. de Dança Ariel (CDA) |
04h45
|
Sim: Não: Talvez: Uma Doc-Dança Sobre o Barravento ou a Devastação da Calma. | Núcleo de Doc-Dança |
05h00
|
Espetáculo “O Tempo Nunca Passa | Cia Verdade Cênica |
7
|
>>> GALERIA SESC | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
19h00
|
Intervenção Urbana pelo Ar / Rádio Arte | Ton Almeida e Aparecidos Políticos |
18h às 06h
|
Mapa do Inconsciente | Caetano Filho |
18h às 06h
|
“Duis dolor – Recipiunt Dolor”: Envie esta Dor – Receba esta Dor | Alexssandra Ferreira Ximenes |
18h às 06h
|
Os Bichos do Chico Zé | SAL |
18h às 06h
|
Elisa de Azevedo | Fotografia |
18h às 06h
|
Taíme Gouvêa | Artes Plásticas |
18h às 06h
|
Lívia Fontenelle(gata crazy) | Artes Plásticas, Culinária |
8
|
>>> ITINERANTE | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
20h45
|
Eu me Importo | Centro de Experimentações em Movimentos (CEM) |
22h00
|
Persona Bode | Rafael Limaverde |
22h30
|
Mulheres Paradas: é gasolina, parei o trânsito, é diet: sou 2011! | Cia. Ponto |
23h15
|
Das coisas que me lembro | Sara Nina (Sara Vasconcelos Cruz) |
00h00
|
E$cambau! | Projeto cadaFalso |
00h30
|
O que é Arte? | PARE |
01h00
|
Cegana | Ânima |
01h30
|
Gestão Ambiental | Felipe Araújo e Nágela Viviane |
02h30
|
O Teatro do Cristo Zé | Airton Lima |
9
|
>>> RUA JOSÉ AVELINO / MURO DA CAPITANIA DOS PORTOS | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
18h as 23h
|
Habitatus do cotidiano pictórico | Coletivo Traços Aleatórios |
18h as 23h
|
Além da Rua | Robézio Marques |
18h as 23h
|
Aniversário do Baião Ilustrado | Baião Ilustrado |
18h as 23h
|
união dos grafiteiros | Outras |
18h as 23h
|
Urbano, demasiado Urbano e Intervenção Urbana pelo Ar/ Rádio Arte. | Ton Almeida e Aparecidos Políticos |
18h as 23h
|
Intervenção Cartazes Lambe Lambe | Selo Coletivo |
23h45
|
Travessias em Corpos Compartilhados | Cia Pã de Teatro e Pesquisa |
01h30
|
Moldura | Jamille Morais da Fonseca |
10
|
>>> ARQUIBANCADA PRAÇA VERDE – Instalação/Feirinha | |
HORÁRIO
|
ATRAÇÃO | ARTISTA |
18h às 06h
|
Varal interativo de gravura | Grupo Capim santo |
18h às 06h
|
Sentimental | Max Uchôa |
18h às 06h
|
Situação-Experiência-Entre-Cada-Palavra-Deste-Poema | Rafael Carvalho |
18h às 06h
|
Palavra Bordada | Lana Patrício Benigno |
18h às 06h
|
Pratas ao Mar | Luar de Prata |
18h às 06h
|
Relógios Discos | Antônio Márcio dos Santos Gadelha |
18h às 06h
|
Arte em Camisas | Efeitos Visuais |
18h às 06h
|
Projeto Pão Nosso | Associação dos Consagrados Ao Coração de Jesus |
18h às 06h
|
Alimentação Vegana | Cura do Planeta |
18h às 06h
|
Bolsas de Tecido | W.Devi |
18h às 06h
|
Exposição de Flautas Artesanais | José Erivan do Nascimento |
11
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>>> JARDIM do SOL (Lounge) | |
horário
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ATRAÇÃO | ARTISTA |
21h30
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DJ Wladimir Cavalcante | Dj Wladimir Cavalcante |
23h00
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DJ Renatinha | DJ Renatinha |
01h00
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Lúcia, um Ser | Thomas Bisinger |
01h30
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Lado A, Lado B – Ivan Timbó e Jânio Florêncio | Jânio Florêncio da Silva |
02h00
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Janaína | Ana Lorena Magalhães |
03h15
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DJ Sapoti Soundz | DJ Sapoti Soundz |
Neste 2011, um dos artistas homenageados pelo ManiFesta! É o grande Artista Plástico Zé Tarcísio, que completou recentemente 70 anos, dos quais 50 anos dedicados às artes plásticas. Incluimos um vídeo disponivel no YouTube, onde vocês podem encontrar outros vídeos diferentes sobre este importante artista.
Vida Longa ao ManiFesta! - Festival das Artes
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
30 Anos em Movimento
Ednardo - Obra de resistênciaEdnardo volta a São Paulo depois de nove anos para lançar livro e CD duplo que marcam as três décadas da Massafeira.Jornal O Estado de São Paulo 13 de agosto de 2011.Lauro Lisboa Garcia
Ednardo massafeira estadão sp 13 08 2011
Ednardo massafeira estadão sp 13 08 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Enredo Revista da Cultura
Revista EnredoEnredo Revista da Cultura - Outubro de 2008Maravilhosos artigos escritos nesta revista virtual , leiam com atenção
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ednardo - Massafeira 30 Anos - Jornal Estado de Minas
Matéria Jornal Estado de Minas 28 setembro 2011Outras Esquinas
Mariana PeixotoO compositor Ednardo lança livro e álbum Massafeira 30 Anos que recupera a história do movimento musical cearense que marcou a MPB nos anos 70Emc2809p0001 massafeira jornal estado de minas
Mariana PeixotoO compositor Ednardo lança livro e álbum Massafeira 30 Anos que recupera a história do movimento musical cearense que marcou a MPB nos anos 70Emc2809p0001 massafeira jornal estado de minas
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Ednardo Programa Metrópolis TV Cultura São Paulo
Ednardo - Entrevista no Programa Metrópolis TV Cultura São Paulo - 12 de Agosto de 2011 - Sobre o lançamento do livro e cds Massafeira 30 Anos - Ednardo canta ao vivo no estúdio do Metrópolis a música Aurora de Ednardo e Belchior. Entrevista realizada pelo jornalista, escritor e músico Cadão Volpato
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Colaboração - Aura Edições Musicais,
Ednardo,
Massafeira 30 Anos
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Em Show Ednardo faz uma homenagem emocionante à Música do Ceará

Apresentação em São Paulo marca a reedição do antológico disco duplo coletivo "Massafeira", lançado em 1980; leia entrevista
Não devem faltar os versos "eu tenho a mão que aperreia, eu tenho sol e areia/ eu sou da América, sul da América, South America/ eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará", de "Terral", canção-manifesto do que em 1973 se denominou Pessoal do Ceará, grupo e disco centrados nas vozes de Ednardo, Rodger Rogério e Teti.
O show passará por clássicos da MPB, como "Mucuripe" (Belchior e Fagner, projetada em 1972 por Elis Regina e em 1975 por Roberto Carlos), "Beira-Mar" e "Ingazeiras" (1973, do Pessoal do Ceará), "Cavalo Ferro" (idem, mas também lançado no mesmo ano por Fagner), "A Palo Seco" (1974, de Belchior), "Artigo 26" e "Berro" (1976) e, claro, "Pavão Mysteriozo".
Sobre a identidade cearense, ele demarca uma ressalva: "Tenho orgulho da pertença, de ser brasileiro. Quando o pessoal nos coloca o carimbo de compositores cearenses, ou nordestinos, fica parecendo que a gente não é brasileiro, que a gente é de outro planeta".
Isso talvez diga respeito a tempos como os do Pessoal do Ceará e do "Massafeira", quando o isolamento de movimentações locais em relação ao eixo Rio-São Paulo era real. Hoje a distância geográfica existe, mas não é impeditiva - que o digam as versões piratas do disco de 1980 espalhadas pela internet, contendo inclusive a faixa interditada pela herdeira de Petrúcio Maia.
"Todos somos cidadãos do mundo, né?", observa Ednardo, cearense e não-cearense.
Somos, e "Massafeira", graças a um pessoal lá do Ceará, hoje pertence definitivamente ao mundo.
Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura 12/08/2011 16:14
Ednardo saiu do Ceará, mas o Ceará não saiu de Ednardo. Compositor e cantor do célebre cordel musical "Pavão Mysteriozo" (1974), ele mora no Rio e fará show neste sábado (dia 13) em São Paulo, no Sesc Belenzinho. O trabalho atual, no entanto, é uma homenagem emocionada e emocionante ao passado, ao presente e ao futuro da música popular cearense.
O show de sábado (já com ingressos esgotados) marca a reedição em CD do antológico - mas pouco conhecido - disco duplo coletivo "Massafeira", lançado originalmente em 1980. Marca, também, o advento do luxuoso livro histórico "Massafeira 30 Anos - Som-Imagem-Movimento-Gente", organizado por Ednardo e publicado por sua própria editora, Aura.
O show coletivo "Massafeira", apresentado em março de 1979 no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, guarda semelhanças com o que foi o Clube da Esquina de 1972 para os mineiros, o movimento tropicalista de 1968 para os baianos, a Semana de Arte Moderna de 1922 para os paulistas ou o movimento poético Padaria Espiritual (convertido em música homônima por Ednardo, em 1976) para os cearenses do final do século 19.
Na Fortaleza de 1979 se reuniram, para um único evento plural, fazedores de música, cinema, artes plásticas, teatro, poesia, fotografia, artesanato etc. O show original foi assistido pela diretoria da então gravadora do artista, a CBS (hoje Sony), que gostou do que viu e decidiu produzir um disco com alguns dos cerca de 300 artistas reunidos no evento gerador. Foi um processo acidentado.
A gravação foi feita, com cerca de cem músicos transferidos para o Rio para as sessões. Constam entre as 24 canções do disco trabalhos de Ednardo, Belchior, Fagner, do poeta Patativa do Assaré e de dezenas de nomes que o resto do Brasil pouco conhece, como Brandão, Augusto Pontes, Teti, Rodger Rogério, Fausto Nilo, Clodo, Angela Linhares, Ricardo Bezerra, Rogério e Régis, Vicente Lopes, Lúcio Ricardo, Stélio Valle, Chico Pio, Ferreirinha, Graco, Caio Sílvio, Lopes, Wagner Costa, Sérgio Pinheiro, Alano de Freitas, Aninha, Mona Gadelha, Calé, Tania Cabral, Pachelli Jamacaru...


A música cearense era plural, e não era uníssona. Influente na época na CBS, Fagner capitaneou um segundo trabalho coletivo, o belíssimo "Soro" (Orós ao contrário), que foi gravado depois, mas lançado antes do "Massafeira".
"Soro", nunca reeditado em CD, saiu no final de 1979, com participações de Fagner, Belchior, Patativa do Assaré, Fausto Nilo, Núbia Lafayette, Geraldo Azevedo, Cirino, Nonato Luís, Abel Silva, Pedro Soler e o poeta Ferreira Gullar. "Massafeira", por conta de disputas internas dentro da gravadora, ficou engavetado por mais de um ano antes de ir às lojas.
"'Massafeira' era mais ousado, e teve respaldo popular gigantesco", compara hoje Ednardo. "O outro foi de proveta, feito dentro da gravadora." Ele conta no livro que conseguiu forçar o lançamento ao destinar ao disco coletivo parte da verba que seria destinada ao lançamento de seu disco solo daquele ano.
De certa forma, Ednardo repete hoje a façanha. Diz que o relançamento do álbum duplo, vendido avulso ou encartado no livro, foi viabilizado porque a produção do projeto comemorativo o bancou junto à Sony. "O disco estava esquecido nas gavetas da gravadora. Os caras não encontraram registros discográficos, nem de capa, nada. A gente teve que mandar tudo para eles", afirma. "O pessoal da direção artística é muito jovem, não tem noção do que aconteceu. Disseram que não sabiam que tinham essa preciosidade."
Na reedição atual falta uma faixa, "Frio da Serra", justamente a única de que Fagner participa, cantando ao lado de Ednardo. Não é culpa de Fagner. "É opção da viúva do compositor, Petrúcio Maia, que está movendo uma ação contra o rapaz e contra a gravadora, e desautoriza o lançamento de qualquer coisa de Petrúcio que tenha a voz de Fagner", explica Ednardo, hoje com 66 anos.
Para o show de sábado, "é impossível trazer todo mundo", como aponta Ednardo. Ele fará, então, um balanço do próprio trabalho e, por consequência, da alma cearense que sua garganta sempre vocalizou.
"Soro", nunca reeditado em CD, saiu no final de 1979, com participações de Fagner, Belchior, Patativa do Assaré, Fausto Nilo, Núbia Lafayette, Geraldo Azevedo, Cirino, Nonato Luís, Abel Silva, Pedro Soler e o poeta Ferreira Gullar. "Massafeira", por conta de disputas internas dentro da gravadora, ficou engavetado por mais de um ano antes de ir às lojas.
"'Massafeira' era mais ousado, e teve respaldo popular gigantesco", compara hoje Ednardo. "O outro foi de proveta, feito dentro da gravadora." Ele conta no livro que conseguiu forçar o lançamento ao destinar ao disco coletivo parte da verba que seria destinada ao lançamento de seu disco solo daquele ano.
De certa forma, Ednardo repete hoje a façanha. Diz que o relançamento do álbum duplo, vendido avulso ou encartado no livro, foi viabilizado porque a produção do projeto comemorativo o bancou junto à Sony. "O disco estava esquecido nas gavetas da gravadora. Os caras não encontraram registros discográficos, nem de capa, nada. A gente teve que mandar tudo para eles", afirma. "O pessoal da direção artística é muito jovem, não tem noção do que aconteceu. Disseram que não sabiam que tinham essa preciosidade."
Na reedição atual falta uma faixa, "Frio da Serra", justamente a única de que Fagner participa, cantando ao lado de Ednardo. Não é culpa de Fagner. "É opção da viúva do compositor, Petrúcio Maia, que está movendo uma ação contra o rapaz e contra a gravadora, e desautoriza o lançamento de qualquer coisa de Petrúcio que tenha a voz de Fagner", explica Ednardo, hoje com 66 anos.
Para o show de sábado, "é impossível trazer todo mundo", como aponta Ednardo. Ele fará, então, um balanço do próprio trabalho e, por consequência, da alma cearense que sua garganta sempre vocalizou.
Não devem faltar os versos "eu tenho a mão que aperreia, eu tenho sol e areia/ eu sou da América, sul da América, South America/ eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará", de "Terral", canção-manifesto do que em 1973 se denominou Pessoal do Ceará, grupo e disco centrados nas vozes de Ednardo, Rodger Rogério e Teti.
O show passará por clássicos da MPB, como "Mucuripe" (Belchior e Fagner, projetada em 1972 por Elis Regina e em 1975 por Roberto Carlos), "Beira-Mar" e "Ingazeiras" (1973, do Pessoal do Ceará), "Cavalo Ferro" (idem, mas também lançado no mesmo ano por Fagner), "A Palo Seco" (1974, de Belchior), "Artigo 26" e "Berro" (1976) e, claro, "Pavão Mysteriozo".
Sobre a identidade cearense, ele demarca uma ressalva: "Tenho orgulho da pertença, de ser brasileiro. Quando o pessoal nos coloca o carimbo de compositores cearenses, ou nordestinos, fica parecendo que a gente não é brasileiro, que a gente é de outro planeta".
Isso talvez diga respeito a tempos como os do Pessoal do Ceará e do "Massafeira", quando o isolamento de movimentações locais em relação ao eixo Rio-São Paulo era real. Hoje a distância geográfica existe, mas não é impeditiva - que o digam as versões piratas do disco de 1980 espalhadas pela internet, contendo inclusive a faixa interditada pela herdeira de Petrúcio Maia.
"Todos somos cidadãos do mundo, né?", observa Ednardo, cearense e não-cearense.
Somos, e "Massafeira", graças a um pessoal lá do Ceará, hoje pertence definitivamente ao mundo.
sábado, 2 de julho de 2011
MassaFeira & ManiFesta !
Trechos de momentos do lançamento do Livro e Discos "Massafeira 30 Anos", durante o ManiFesta! - Festival das Artes, em Fortaleza, 18 de Setembro de 2010, Theatro José de Alencar.
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terça-feira, 7 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Massafeira 30 Anos & Manifesta - Matérias Diário do Nordeste
Sequência de matérias jornalísticas publicadas no jornal Diário do Nordeste - Fortaleza Ceará no período de 15 à 21 de setembro de 2010, sobre o lançamento do livro e discos Massafeira 30 Anos no Theatro José de Alencar - Fortaleza em 18 de setembro de 2010.
As matérias estão em arquivo pdf, clicando na caixa"FULL" (em baixo de cada post) aumenta o tamanho da página pdf para perfeita leitura completa, para voltar basta clicar em seu teclado "ESC".
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Massafeira 30 Anos & Manifesta!

Dia 18 de de setembro de 2010 em Fortaleza no Theatro José de Alencar, numa virada cultural de 13 horas seguidas das 18 hs às 7 hs da manhã (dia 19) foram lançados oficialmente o Livro e Discos Massafeira 30 Anos dentro do festival de artes Manifesta!
Uma multidão de 5.000 pessoas ocupou todos espaços do Teatro e Praça e Jardins do José de Alencar, para assistir e participar das performances de mais de 350 artistas das diversas áreas - música, poesia, literatura, cinema e vídeo, artes plásticas, dança, humor, instalações e varias outras performances.
Trinta anos depois de seu lançamento, o disco "Massafeira" ganha reedição em CD, encartado num livro coletivo sobre o antológico encontro de artistas cearenses. O material será lançado sábado, com 12 horas de atividades culturais no mesmo Theatro José de Alencar que recebeu o evento original.


Uma grande "virada cultural", das 18h de sábado às 6h de domingo, movimentou a casa de espetáculos.

"Clareia, manhã, clareia / Abre os teus dedos, manhã / E deixa essa casa cheia / Do teu cheiro de romã".
Com casa cheia ao longo de 12 horas de shows, cortejos, exposições, performances de dança, teatro e poesia, uma grande "virada cultural" marcou a celebração dos 30 anos do disco "Massafeira Livre" e o lançamento de sua reedição em CD, acompanhada de livro.
Como nos versos de "Aurora", composição de Ednardo e Belchior presente no disco, o Theatro José de Alencar permaneceu lotado, madrugada adentro, para um encontro entre o público e artistas cearenses de várias gerações.
Ao longo da semana passada, o Diário do Nordeste publicou uma série especial de matérias sobre o tema.
Como destaque da noite, compositores e intérpretes remanescentes da Massafeira, realizada em 1979 no mesmo TJA dando origem ao LP lançado no ano seguinte, subiram ao palco para apresentar as canções do disco. Emoção compartilhada com a plateia, atenta a melodias que atravessaram três décadas.
Se muita gente não conhecia as músicas a ponto de cantar junto (o próprio Ednardo, idealizador do novo evento, se desculpou por ler as letras de algumas canções), foram unânimes os aplausos diante de um reencontro de tantas simbologias.
Enquanto muitos espectadores que participaram da edição original da Massafeira vibraram com a chance ver artistas como Régis e Rogério Soares, Calé Alencar e Chico Pio se revezando no palco, outros não escondiam a surpresa diante do primeiro contato com as interpretações marcantes de Lúcio Ricardo e Rodger Rogério.
Ao final do show, todos se reuniram para entoar, agora sim em companhia da plateia, "Enquanto engoma a calça". "Porque cantar parece com não morrer...".
Encerrado pouco depois das 23h, o show marcava apenas o início da maratona artística nos vários espaços do TJA: do teatro Boca Rica ao Morro do Ouro, da calçada aos jardins.
A aproximação veteranos e jovens representantes da música cearense foi exemplificado pela presença de grupos como o Breculê e os Renegados, além dos compositores integrantes do movimento Bora! - Ceará Autoral Criativo, entre diversos nomes de outras linguagens.
O público se manteve numeroso ao longo da madrugada, confirmando a demanda por uma "virada cultural" em Fortaleza. Segundo a produção, cerca de 4 mil pessoas passaram pelo TJA, aplaudindo aproximadamente 350 artistas. Em uma noite memorável.
DALWTON MOURA - EDITOR DO CADERNO 3
Fonte: Diário do Nordeste
Uma multidão de 5.000 pessoas ocupou todos espaços do Teatro e Praça e Jardins do José de Alencar, para assistir e participar das performances de mais de 350 artistas das diversas áreas - música, poesia, literatura, cinema e vídeo, artes plásticas, dança, humor, instalações e varias outras performances.

15/9/2010
Trinta anos depois de seu lançamento, o disco "Massafeira" ganha reedição em CD, encartado num livro coletivo sobre o antológico encontro de artistas cearenses. O material será lançado sábado, com 12 horas de atividades culturais no mesmo Theatro José de Alencar que recebeu o evento original.
Até lá, o Caderno 3 recorda, em uma série de matérias, histórias do encontro que em 1979 uniu som, imagem, movimento, gente.
Depois das diversas comemorações e homenagens aos 30 anos do show Massafeira Livre que aconteceram em março passado, será finalmente lançado oficialmente o álbum duplo Massafeira em CD remasterizado.
A nova edição do disco, um dos registros mais importantes da música cearense, vem encartado no Livro "Massafeira 30 Anos - Som Imagem Movimento Gente".
O lançamento será marcado por um evento multimídia, reunindo também artistas do coletivo ManiFesta, no sábado, 18 de setembro, a partir das 18 h, em várias dependências do Theatro José de Alencar.
Com entrada franca, todos os espaços do TJA serão ocupados por artistas da música, dança, literatura, teatro, intervenções, teatro, cinema e vídeo e exposições de fotografias, quadros e esculturas.
No palco principal, acontecerá um encontro de gerações musicais em que se apresentarão Ednardo, Rodger Rogério, Calé Alencar, Lúcio Ricardo, Chico Pio, Régis e Rogério, alguns dos remanescentes do Massafeira Livre, e artistas que se destacam na atual cena musical cearense, como Vitoriano, Daniel Medina, Breculê, Jonathan Doll, Coletivo Bora! e Renegados, para citar alguns.
A programação começa ao final da tarde, e, se estendendo até 6 da manhã de domingo.
Imagens inéditas filmadas durante a Massafeira Livre em 1979, em negativo 16mm, serão exibidas durante o evento.
Com a intenção de dar continuidade ao documentário, será realizado durante a noite um filme coletivo ao vivo, em que o público poderá colaborar levando suas filmadoras, máquinas fotográficas e até câmeras de celular, para captar imagens durante a realização do evento.
Livro
Reunindo textos de diversos autores, como Calé Alencar, Rosemberg Cariry, Brandão, Mona Gadelha, Ruy Vasconcelos, Michel Platini, Gilmar de Carvalho, Henilton Menezes, Eleuda de Carvalho e Fausto Nilo, o livro foi organizado pelo cantor e compositor Ednardo, que também contribuiu com um texto.
A publicação conta com muitas imagens inéditas, fotos registradas por Gentil Barreira, ilustrações assinadas por Brandão, fotogramas do filme realizado por Ednardo durante a Massafeira, imagens de Rosemberg Cariry, além de trabalhos de vários outros artistas.
A oportunidade de avaliar a importância do resgate e da permanência da Massafeira até os dias de hoje vem abrir espaço para a discussão sobre as políticas culturais e a movimentação artística local, propondo a criação de novos projetos que proporcionem um funcionamento mais efetivo de toda a cadeia produtiva das artes no Ceará.
Esse esforço já possibilitou a criação de grupos como a ACR, Associação Cultural Cearense do Rock (1998); Acemus, Associação Cearense dos Músicos (1997); Clube Caiubi de Compositores (1998); Bora! Ceará Autoral Criativo (março de 2010) e, mais recentemente, ManiFesta.
Para Ednardo, o lançamento do pacote Massafeira Livre em Livro e CD representa a realização de um sonho. "Além do registro de todo esse material iconográfico e em áudio, inclusive vai ser exibido sábado um filme inédito gravado na Massafeira.
"Creio que vai dar um gás para essas novas gerações que vieram de trinta anos para cá, como um parâmetro de empolgação e que assim eles reconheçam que podemos repetir isso coletivamente outras vezes".
Sobre esse intercâmbio com o novíssimo Pessoal do Ceará, Ednardo acredita que é importante que os artistas de sua geração se envolvam musicalmente com os atuais e trabalhem juntos também nos palcos.
"Creio que os integrantes do ManiFesta vão dar uma gigantesca contribuição ao evento, com o mesmo entusiasmo que ocorreu na Massafeira", aposta o compositor.
"É uma nova galera que está surgindo e pode dar continuidade ao espírito da Massafeira, essa energia de estoque que o sol tem para se pôr e nascer no dia seguinte", filosofou o autor de "Terral" e "Pavão Mysteriozo".
Fique por dentro
A Massafeira Livre
Em março de 1979, o Theatro José de Alencar, em Fortaleza, abriu suas portas durante quatro dias para mais de 400 artistas, entre músicos, poetas, atores, dançarinos, artistas plásticos, fotógrafos e cineastas, engajados em apresentar suas manifestações artísticas autorais.
Foi a Massafeira Livre, um movimento cultural coletivo, que envolveu um grande público e revolucionou o conceito das apresentações tradicionais no Ceará, estendendo o evento por mais de 6 horas em cada dia.
Como a música teve um destaque especial, o movimento gerou um disco duplo que em 1980 lançou grandes nomes da cultura cearense e deixou marcada na história a determinação desses jovens artistas.
Na época, já eram destaques nacionais e cantam no disco intérpretes e compositores como Ednardo, Belchior, Fagner, Rodger Rogério, Teti e Petrúcio Maia.
O álbum duplo também tinha as vozes dos então novatos Lúcio Ricardo, Ângela Linhares, Chico Pio, Ana Fonteles, Régis & Rogério, Tânia Cabral, Calé Alencar, Mona Gadelha, Pachelly Jamacaru, Ferreirinha (hoje Francisco Casaverde), Graco, Vicente Lopes, Wagner Costa, hoje Tazo Costa e Sérgio Pinheiro, entre outros.
NELSON AUGUSTO
Repórter
Depois das diversas comemorações e homenagens aos 30 anos do show Massafeira Livre que aconteceram em março passado, será finalmente lançado oficialmente o álbum duplo Massafeira em CD remasterizado.
A nova edição do disco, um dos registros mais importantes da música cearense, vem encartado no Livro "Massafeira 30 Anos - Som Imagem Movimento Gente".
O lançamento será marcado por um evento multimídia, reunindo também artistas do coletivo ManiFesta, no sábado, 18 de setembro, a partir das 18 h, em várias dependências do Theatro José de Alencar.
Com entrada franca, todos os espaços do TJA serão ocupados por artistas da música, dança, literatura, teatro, intervenções, teatro, cinema e vídeo e exposições de fotografias, quadros e esculturas.
No palco principal, acontecerá um encontro de gerações musicais em que se apresentarão Ednardo, Rodger Rogério, Calé Alencar, Lúcio Ricardo, Chico Pio, Régis e Rogério, alguns dos remanescentes do Massafeira Livre, e artistas que se destacam na atual cena musical cearense, como Vitoriano, Daniel Medina, Breculê, Jonathan Doll, Coletivo Bora! e Renegados, para citar alguns.
A programação começa ao final da tarde, e, se estendendo até 6 da manhã de domingo.
Imagens inéditas filmadas durante a Massafeira Livre em 1979, em negativo 16mm, serão exibidas durante o evento.
Com a intenção de dar continuidade ao documentário, será realizado durante a noite um filme coletivo ao vivo, em que o público poderá colaborar levando suas filmadoras, máquinas fotográficas e até câmeras de celular, para captar imagens durante a realização do evento.
Livro
Reunindo textos de diversos autores, como Calé Alencar, Rosemberg Cariry, Brandão, Mona Gadelha, Ruy Vasconcelos, Michel Platini, Gilmar de Carvalho, Henilton Menezes, Eleuda de Carvalho e Fausto Nilo, o livro foi organizado pelo cantor e compositor Ednardo, que também contribuiu com um texto.
A publicação conta com muitas imagens inéditas, fotos registradas por Gentil Barreira, ilustrações assinadas por Brandão, fotogramas do filme realizado por Ednardo durante a Massafeira, imagens de Rosemberg Cariry, além de trabalhos de vários outros artistas.
A oportunidade de avaliar a importância do resgate e da permanência da Massafeira até os dias de hoje vem abrir espaço para a discussão sobre as políticas culturais e a movimentação artística local, propondo a criação de novos projetos que proporcionem um funcionamento mais efetivo de toda a cadeia produtiva das artes no Ceará.
Esse esforço já possibilitou a criação de grupos como a ACR, Associação Cultural Cearense do Rock (1998); Acemus, Associação Cearense dos Músicos (1997); Clube Caiubi de Compositores (1998); Bora! Ceará Autoral Criativo (março de 2010) e, mais recentemente, ManiFesta.
Para Ednardo, o lançamento do pacote Massafeira Livre em Livro e CD representa a realização de um sonho. "Além do registro de todo esse material iconográfico e em áudio, inclusive vai ser exibido sábado um filme inédito gravado na Massafeira.
"Creio que vai dar um gás para essas novas gerações que vieram de trinta anos para cá, como um parâmetro de empolgação e que assim eles reconheçam que podemos repetir isso coletivamente outras vezes".
Sobre esse intercâmbio com o novíssimo Pessoal do Ceará, Ednardo acredita que é importante que os artistas de sua geração se envolvam musicalmente com os atuais e trabalhem juntos também nos palcos.
"Creio que os integrantes do ManiFesta vão dar uma gigantesca contribuição ao evento, com o mesmo entusiasmo que ocorreu na Massafeira", aposta o compositor.
"É uma nova galera que está surgindo e pode dar continuidade ao espírito da Massafeira, essa energia de estoque que o sol tem para se pôr e nascer no dia seguinte", filosofou o autor de "Terral" e "Pavão Mysteriozo".
Fique por dentro
A Massafeira Livre
Em março de 1979, o Theatro José de Alencar, em Fortaleza, abriu suas portas durante quatro dias para mais de 400 artistas, entre músicos, poetas, atores, dançarinos, artistas plásticos, fotógrafos e cineastas, engajados em apresentar suas manifestações artísticas autorais.
Foi a Massafeira Livre, um movimento cultural coletivo, que envolveu um grande público e revolucionou o conceito das apresentações tradicionais no Ceará, estendendo o evento por mais de 6 horas em cada dia.
Como a música teve um destaque especial, o movimento gerou um disco duplo que em 1980 lançou grandes nomes da cultura cearense e deixou marcada na história a determinação desses jovens artistas.
Na época, já eram destaques nacionais e cantam no disco intérpretes e compositores como Ednardo, Belchior, Fagner, Rodger Rogério, Teti e Petrúcio Maia.
O álbum duplo também tinha as vozes dos então novatos Lúcio Ricardo, Ângela Linhares, Chico Pio, Ana Fonteles, Régis & Rogério, Tânia Cabral, Calé Alencar, Mona Gadelha, Pachelly Jamacaru, Ferreirinha (hoje Francisco Casaverde), Graco, Vicente Lopes, Wagner Costa, hoje Tazo Costa e Sérgio Pinheiro, entre outros.
NELSON AUGUSTO
Repórter
Uma grande "virada cultural", das 18h de sábado às 6h de domingo, movimentou a casa de espetáculos.

"Clareia, manhã, clareia / Abre os teus dedos, manhã / E deixa essa casa cheia / Do teu cheiro de romã".
Com casa cheia ao longo de 12 horas de shows, cortejos, exposições, performances de dança, teatro e poesia, uma grande "virada cultural" marcou a celebração dos 30 anos do disco "Massafeira Livre" e o lançamento de sua reedição em CD, acompanhada de livro.
Como nos versos de "Aurora", composição de Ednardo e Belchior presente no disco, o Theatro José de Alencar permaneceu lotado, madrugada adentro, para um encontro entre o público e artistas cearenses de várias gerações.
Ao longo da semana passada, o Diário do Nordeste publicou uma série especial de matérias sobre o tema.
Como destaque da noite, compositores e intérpretes remanescentes da Massafeira, realizada em 1979 no mesmo TJA dando origem ao LP lançado no ano seguinte, subiram ao palco para apresentar as canções do disco. Emoção compartilhada com a plateia, atenta a melodias que atravessaram três décadas.
Se muita gente não conhecia as músicas a ponto de cantar junto (o próprio Ednardo, idealizador do novo evento, se desculpou por ler as letras de algumas canções), foram unânimes os aplausos diante de um reencontro de tantas simbologias.
Enquanto muitos espectadores que participaram da edição original da Massafeira vibraram com a chance ver artistas como Régis e Rogério Soares, Calé Alencar e Chico Pio se revezando no palco, outros não escondiam a surpresa diante do primeiro contato com as interpretações marcantes de Lúcio Ricardo e Rodger Rogério.
Ao final do show, todos se reuniram para entoar, agora sim em companhia da plateia, "Enquanto engoma a calça". "Porque cantar parece com não morrer...".
Encerrado pouco depois das 23h, o show marcava apenas o início da maratona artística nos vários espaços do TJA: do teatro Boca Rica ao Morro do Ouro, da calçada aos jardins.
A aproximação veteranos e jovens representantes da música cearense foi exemplificado pela presença de grupos como o Breculê e os Renegados, além dos compositores integrantes do movimento Bora! - Ceará Autoral Criativo, entre diversos nomes de outras linguagens.
O público se manteve numeroso ao longo da madrugada, confirmando a demanda por uma "virada cultural" em Fortaleza. Segundo a produção, cerca de 4 mil pessoas passaram pelo TJA, aplaudindo aproximadamente 350 artistas. Em uma noite memorável.
DALWTON MOURA - EDITOR DO CADERNO 3
Fonte: Diário do Nordeste
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